Destaques de Hoje
Barbosa explica 'deselegância' com Dilma na recepção ao Papa
Sua assessoria preparou uma nota oficial em que dá sua versão do que ocorreu. Eis alguns trechos:
*”Com base em imagens de TV captadas a partir de determinado ângulo, foram criadas versões sobre o comportamento do ministro que não encontram amparo na realidade. O ministro repudia a interpretação de que teria sido deselegante com a presidente e ratifica seu respeito pelos poderes constituídos.”
*(…)foi feito o convite para que o Presidente do STF comparecesse à cerimônia de recepção ao papa Francisco, convite que foi prontamente aceito. No dia da cerimônia, logo ao chegar ao Palácio da Guanabara, o ministro Joaquim Barbosa depois de cumprimentar outras autoridades presentes, foi convidado a dirigir-se à sala privativa onde se encontrava a presidente (…)
*Por ocasião dos cumprimentos, o ministro apertou respeitosamente a mão do Santo Padre, e trocou discreto sorriso com a presidente. Isso porque avaliou não ser necessário novo cumprimento protocolar, uma vez que isso já havia ocorrido por ocasião de sua chegada ao Palácio.”
Por Lauro Jardim
Dilma diz que já tomou providências sobre espionagem
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o governo federal tomou providências para solicitar investigação à Polícia Federal e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para investigar as denúncias de que telefonemas e transmissões de dados de empresas e pessoas brasileiras tenham sido alvo de espionagem por parte do governo dos Estados Unidos.
"A primeira (medida tomada pelo governo) foi justamente encaminhar ao nosso embaixador nos Estados Unidos um pedido de explicações. Em segundo lugar, fizemos a mesma coisa aqui no Brasil em relação ao embaixador americano. Uma outra questão muito importante é que nós, a partir daí, decidimos apresentar também uma discussão na União Internacional de Telecomunicações, com sede em Genebra, pedindo justamente que se assegure segurança cibernética tanto para telecomunicações como para todas as outras formas de comunicação que usem redes, que usem internet", disse Dilma, após cerimônia de lançamento do programa Mais Médicos no Palácio do Planalto.
"Ao mesmo tempo tomamos as providências para solicitar à Policia Federal e à Anatel a investigação para saber das condições que dizem respeito a essa informação veiculada pela imprensa que uma empresa ou empresas de telecomunicação brasileiras participaram desse tipo de espionagem de dados absolutamente privados de pessoas e de empresas privadas brasileiras."
Dilma destacou que o governo federal pretende dar uma revisada no projeto de lei que estabelece o marco civil da internet, que atualmente está tramitando na Câmara dos Deputados.
"Nós vamos dar uma revisada no marco civil da internet porque achamos também que uma das questões que nós devemos observar é a questão de onde se armazenam os dados, porque muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil. Queremos prever a obrigatoriedade de armazenagem de dados de brasileiros no Brasil", disse Dilma. Para a presidente, será importante a interlocução com a sociedade nesse processo.
"Acho importante nessa hora que se tenha a tranquilidade de dialogar e de investigar para ver o que tudo isso tem de verídico. Acho que sobretudo o Brasil tem de dar garantias e tem de construir uma legislação que dê a seguinte segurança: primeiro aos direitos humanos, ao direito de privacidade de cada pessoa e cada cidadão, em segundo, mas não nesta ordem, é simultâneo, a garantia de soberania do Brasil", afirmou a presidente.
Cautelosa, a presidente afirmou que é preciso acompanhar o caso "sem precipitação" nem "prejulgamento". "Temos de dialogar", ressaltou.
Mesmo assim, a presidente fez questão de dizer que o Brasil não concorda "de maneira alguma" com "interferências dessa ordem, não só no Brasil, como em qualquer outro país".
"Ao mesmo tempo tomamos as providências para solicitar à Policia Federal e à Anatel a investigação para saber das condições que dizem respeito a essa informação veiculada pela imprensa que uma empresa ou empresas de telecomunicação brasileiras participaram desse tipo de espionagem de dados absolutamente privados de pessoas e de empresas privadas brasileiras."
Dilma destacou que o governo federal pretende dar uma revisada no projeto de lei que estabelece o marco civil da internet, que atualmente está tramitando na Câmara dos Deputados.
"Nós vamos dar uma revisada no marco civil da internet porque achamos também que uma das questões que nós devemos observar é a questão de onde se armazenam os dados, porque muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil. Queremos prever a obrigatoriedade de armazenagem de dados de brasileiros no Brasil", disse Dilma. Para a presidente, será importante a interlocução com a sociedade nesse processo.
"Acho importante nessa hora que se tenha a tranquilidade de dialogar e de investigar para ver o que tudo isso tem de verídico. Acho que sobretudo o Brasil tem de dar garantias e tem de construir uma legislação que dê a seguinte segurança: primeiro aos direitos humanos, ao direito de privacidade de cada pessoa e cada cidadão, em segundo, mas não nesta ordem, é simultâneo, a garantia de soberania do Brasil", afirmou a presidente.
Cautelosa, a presidente afirmou que é preciso acompanhar o caso "sem precipitação" nem "prejulgamento". "Temos de dialogar", ressaltou.
Mesmo assim, a presidente fez questão de dizer que o Brasil não concorda "de maneira alguma" com "interferências dessa ordem, não só no Brasil, como em qualquer outro país".
Dilma perde apoio, e eleição de 2014 iria para o 2º turno
Depois de três semanas de manifestações de rua em todo o país, a presidente Dilma Rousseff é a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida pelo Planalto.
Sua taxa de intenção de votos cai até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.
Para piorar a situação da presidente, seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, se mostrou bem mais resiliente à insatisfação geral dos eleitores com os políticos.
Além de ter perdido só dez pontos percentuais, o petista ainda ganharia no primeiro turno a eleição hoje em um dos cenários apresentados.
Há um crescente movimento dentro do PT que pede a volta de Lula em 2014.
O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada ontem pela Folha.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%.
Os três adversários juntos pularam de 36% para 47%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.
Impressiona o aumento de eleitores sem candidato --que dizem não saber quem escolher ou que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum. No início do mês, eram 12%. Agora, são 24%.
No outro cenário no qual Dilma aparece como candidata é incluído também o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa --que tem negado intenção de disputar eleições.
Nessa hipótese, a petista tem 29% e há três nomes empatados em segundo lugar: Marina (18%), Aécio e Joaquim (15% cada um). Campos pontua 5%.
Lula é testado em duas simulações. Numa delas, vai a 45%. Nesse cenário, Marina, Joaquim, Aécio e Campos somam juntos 43% e ficam empatados tecnicamente com o ex-presidente. Haveria possibilidade de segundo turno.
Em outra cartela, quando o nome de Joaquim não é incluído, Lula tem 46% contra 37% de Marina, Aécio e Campos somados -aí o petista venceria no primeiro turno.
No geral, é possível dizer que os votos perdidos por Dilma foram, em parte, herdados por Marina e Joaquim. Um outro segmento de ex-dilmistas preferiu fazer um "pit stop" no grupo dos que
não têm candidato. Aécio e Campos não se beneficiaram da desidratação de Dilma.
Outro indicador duro com a atual presidente é na pesquisa espontânea, aquela na qual o entrevistado não é confrontado com uma lista de nomes. A petista já havia caído de 35% para 27% de março para o início de junho. Agora, bateu em 16%. Lula se manteve estável, com 6%. Joaquim Barbosa, que nunca aparecia na pesquisa espontânea, surge com 2%.
Há oscilações nas intenções de voto quando se comparam as taxas do interior do país e de áreas urbanas. Dilma vai melhor no interior.
Sua taxa de intenção de votos cai até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.
Para piorar a situação da presidente, seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, se mostrou bem mais resiliente à insatisfação geral dos eleitores com os políticos.
Além de ter perdido só dez pontos percentuais, o petista ainda ganharia no primeiro turno a eleição hoje em um dos cenários apresentados.
Há um crescente movimento dentro do PT que pede a volta de Lula em 2014.
O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada ontem pela Folha.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%.
Os três adversários juntos pularam de 36% para 47%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.
Impressiona o aumento de eleitores sem candidato --que dizem não saber quem escolher ou que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum. No início do mês, eram 12%. Agora, são 24%.
No outro cenário no qual Dilma aparece como candidata é incluído também o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa --que tem negado intenção de disputar eleições.
Nessa hipótese, a petista tem 29% e há três nomes empatados em segundo lugar: Marina (18%), Aécio e Joaquim (15% cada um). Campos pontua 5%.
Lula é testado em duas simulações. Numa delas, vai a 45%. Nesse cenário, Marina, Joaquim, Aécio e Campos somam juntos 43% e ficam empatados tecnicamente com o ex-presidente. Haveria possibilidade de segundo turno.
Em outra cartela, quando o nome de Joaquim não é incluído, Lula tem 46% contra 37% de Marina, Aécio e Campos somados -aí o petista venceria no primeiro turno.
No geral, é possível dizer que os votos perdidos por Dilma foram, em parte, herdados por Marina e Joaquim. Um outro segmento de ex-dilmistas preferiu fazer um "pit stop" no grupo dos que
não têm candidato. Aécio e Campos não se beneficiaram da desidratação de Dilma.
Outro indicador duro com a atual presidente é na pesquisa espontânea, aquela na qual o entrevistado não é confrontado com uma lista de nomes. A petista já havia caído de 35% para 27% de março para o início de junho. Agora, bateu em 16%. Lula se manteve estável, com 6%. Joaquim Barbosa, que nunca aparecia na pesquisa espontânea, surge com 2%.
Há oscilações nas intenções de voto quando se comparam as taxas do interior do país e de áreas urbanas. Dilma vai melhor no interior.
Governo eleva gasto com maquiagem e penteado para falas de Dilma na TV
A vaidade tem seu preço. E cada vez mais alto, por sinal, mostra a evolução dos gastos para arrumar o cabelo e maquiar a presidente Dilma Rousseff para suas aparições em rede nacional de TV.
Na sexta-feira passada, quando falou sobre as manifestações pelo país, Dilma Rousseff fez seu 14º pronunciamento desse tipo. Via Lei de Acesso à Informação, a Folha obteve os orçamentos detalhados de 12 deles.
Nos nove primeiros, preparar o visual presidencial custou R$ 400. Nos três de dezembro de 2012 a março deste ano, o governo pagou, em cada vez, R$ 3.125 -681% mais, variação de fazer corar o tomate, vilão da inflação.
Até no salão de Celso Kamura, cabeleireiro que repaginou o visual de Dilma para a campanha presidencial de 2010 e que tem entre suas clientes celebridades como a apresentadora Angélica, o serviço é mais em conta. Lá, o penteado sai por R$ 330 e a maquiagem custa R$ 350, informam as atendentes do salão. Ao todo, R$ 680.
Na sexta-feira passada, quando falou sobre as manifestações pelo país, Dilma Rousseff fez seu 14º pronunciamento desse tipo. Via Lei de Acesso à Informação, a Folha obteve os orçamentos detalhados de 12 deles.
Nos nove primeiros, preparar o visual presidencial custou R$ 400. Nos três de dezembro de 2012 a março deste ano, o governo pagou, em cada vez, R$ 3.125 -681% mais, variação de fazer corar o tomate, vilão da inflação.
Até no salão de Celso Kamura, cabeleireiro que repaginou o visual de Dilma para a campanha presidencial de 2010 e que tem entre suas clientes celebridades como a apresentadora Angélica, o serviço é mais em conta. Lá, o penteado sai por R$ 330 e a maquiagem custa R$ 350, informam as atendentes do salão. Ao todo, R$ 680.
Por Folha
Governo desiste de Assembleia Constituinte para reforma política
Foi arquivada a proposta da presidência de realizar uma assembleia constituinte para fazer a reforma política, mas o governo ainda sustenta a ideia de ouvir a população sobre o assunto por meio de um plebiscito.
Era começo da noite quando o governo anunciou que estava abandonando a ideia de realizar uma constituinte exclusiva para fazer a reforma política. “Não temos tempo hábil para realizar uma constituinte. Por isso que a presidenta, no seu discurso, falou em um plebiscito popular”, disse Aloizio Mercadante, ministro da Educação.
A Ordem dos Advogados do Brasil, que se reuniu com a presidente, falou porque a proposta foi descartada em tão pouco tempo. “O governo sai convencido de que convocar constituinte não é adequado porque atrasa o processo de reforma política, porque fazer um plebiscito para convocar uma constituinte vai atrasar a aprovação da reforma política e fará com que toda esta vazão, toda essa insatisfação, se perca. O que foi proposto e o que foi o entendimento? Temos que fazer um plebiscito para aprovar a própria reforma política. A população tem que dizer diretamente qual a reforma política que ela quer”, afirmou Marcus Vinicius Furtado, presidente da OAB.
Depois de consulta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aos presidentes da Câmara e do Senado, e do vice-presidente da República, Michel Temer, o governo decidiu pelo plebiscito. De acordo com o governo, a consulta popular incluiria mudanças na legislação eleitoral e partidária.
Na quarta-feira (26), o governo vai consultar o Tribunal Superior Eleitoral sobre como deverá funcionar o plebiscito. O Palácio do Planalto pretende que essa votação aconteça até outubro. “O que a presidente quis significar e disse é que era importante ouvir a voz das ruas e a voz das ruas se ouve com o plebiscito. E o que ela propõe exatamente é um plebiscito”, disse Michel Temer, vice-presidente da República.
“O povo brasileiro está tão acostumado a responder sobre esses assuntos, que respondeu sobre esses assuntos há pouco tempo. Nós tivemos referendo, tivemos plebiscito em 1993 sobre o sistema de governo”, disse Joaquim Barbosa, presidente do STF.
Os juristas concordam com a consulta popular, mas questionam se o plebiscito é o melhor instrumento. “O plebiscito é uma consulta à população em que se pergunta um sim ou um não sobre pontos muito específicos. E a reforma política envolve tantas variadas e questões tão complexas, que isso envolveria pelo menos dois problemas. Primeiro, quais são as perguntas a serem feitas, e o segundo, a compreensão do povo sobre a efetiva deliberação que está sendo tomada. Isso poderia se tornar uma espécie de cheque em branco ao Congresso Nacional, de forma que, se houver uma deliberação pela efetiva participação da população, o mecanismo adequado seria o referendo, que é uma consulta a posteriori, e que o povo, diante de um ato legislativo já elaborado, decide pela sua ratificação ou pela sua rejeição”, afirma Gustavo Binenbojm, professor de Direito Constitucional da UERJ.
Era começo da noite quando o governo anunciou que estava abandonando a ideia de realizar uma constituinte exclusiva para fazer a reforma política. “Não temos tempo hábil para realizar uma constituinte. Por isso que a presidenta, no seu discurso, falou em um plebiscito popular”, disse Aloizio Mercadante, ministro da Educação.
A Ordem dos Advogados do Brasil, que se reuniu com a presidente, falou porque a proposta foi descartada em tão pouco tempo. “O governo sai convencido de que convocar constituinte não é adequado porque atrasa o processo de reforma política, porque fazer um plebiscito para convocar uma constituinte vai atrasar a aprovação da reforma política e fará com que toda esta vazão, toda essa insatisfação, se perca. O que foi proposto e o que foi o entendimento? Temos que fazer um plebiscito para aprovar a própria reforma política. A população tem que dizer diretamente qual a reforma política que ela quer”, afirmou Marcus Vinicius Furtado, presidente da OAB.
Depois de consulta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aos presidentes da Câmara e do Senado, e do vice-presidente da República, Michel Temer, o governo decidiu pelo plebiscito. De acordo com o governo, a consulta popular incluiria mudanças na legislação eleitoral e partidária.
Na quarta-feira (26), o governo vai consultar o Tribunal Superior Eleitoral sobre como deverá funcionar o plebiscito. O Palácio do Planalto pretende que essa votação aconteça até outubro. “O que a presidente quis significar e disse é que era importante ouvir a voz das ruas e a voz das ruas se ouve com o plebiscito. E o que ela propõe exatamente é um plebiscito”, disse Michel Temer, vice-presidente da República.
“O povo brasileiro está tão acostumado a responder sobre esses assuntos, que respondeu sobre esses assuntos há pouco tempo. Nós tivemos referendo, tivemos plebiscito em 1993 sobre o sistema de governo”, disse Joaquim Barbosa, presidente do STF.
Os juristas concordam com a consulta popular, mas questionam se o plebiscito é o melhor instrumento. “O plebiscito é uma consulta à população em que se pergunta um sim ou um não sobre pontos muito específicos. E a reforma política envolve tantas variadas e questões tão complexas, que isso envolveria pelo menos dois problemas. Primeiro, quais são as perguntas a serem feitas, e o segundo, a compreensão do povo sobre a efetiva deliberação que está sendo tomada. Isso poderia se tornar uma espécie de cheque em branco ao Congresso Nacional, de forma que, se houver uma deliberação pela efetiva participação da população, o mecanismo adequado seria o referendo, que é uma consulta a posteriori, e que o povo, diante de um ato legislativo já elaborado, decide pela sua ratificação ou pela sua rejeição”, afirma Gustavo Binenbojm, professor de Direito Constitucional da UERJ.
Dilma dá resposta ríspida a Roberto Cláudio em reunião com prefeitos e governadores
O prefeito Roberto Cláudio (PSB) recebeu resposta ríspida da presidente Dilma Rousseff(PT) durante reunião entre prefeitos e governadores do País nessa segunda-feira, 24. Segundo informação do jornal O Globo, a presidente interrompeu o prefeito quando Roberto Cláudio reclamou da dificuldade dos municípios em reduzirem tarifas de ônibus. "Olha aqui, meu filho! Eu conheço muito bem esses números", disse a presidente, de dedo em riste apontado na direção de RC.
Ainda segundo o jornal carioca, a reunião dessa segunda deixou governadores e prefeitos decepcionados. A maioria criticou a postura da presidente, que anunciou diversas ações e "escondeu" os demais presentes. Dizem que Dilma posou de estadista e jogou a "batata quente" para governadores e prefeitos, uma vez que muito do que foi anunciado não depende do governo federal.
Roberto Cláudio
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Fortaleza não confirma "bate-boca" ou tensionamento do clima entre Dilma Rousseff e o prefeito. Segundo a assessoria, Roberto Cláudio apenas ponderou informação da presidente de que uma desoneração prevista pelo Planalto permitiria redução em até 7,5% no preço da tarifa de ônibus.
Roberto Cláudio teria sido acompanhado na observação pelos prefeitos Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, e Rui Palmeira, de Maceió. Em resposta, Dilma afirmou - no mesmo tom em que conduzia o evento - que possuía os cálculos levantados pelo prefeito de Fortaleza.
Ainda segundo o jornal carioca, a reunião dessa segunda deixou governadores e prefeitos decepcionados. A maioria criticou a postura da presidente, que anunciou diversas ações e "escondeu" os demais presentes. Dizem que Dilma posou de estadista e jogou a "batata quente" para governadores e prefeitos, uma vez que muito do que foi anunciado não depende do governo federal.
Roberto Cláudio
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Fortaleza não confirma "bate-boca" ou tensionamento do clima entre Dilma Rousseff e o prefeito. Segundo a assessoria, Roberto Cláudio apenas ponderou informação da presidente de que uma desoneração prevista pelo Planalto permitiria redução em até 7,5% no preço da tarifa de ônibus.
Roberto Cláudio teria sido acompanhado na observação pelos prefeitos Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, e Rui Palmeira, de Maceió. Em resposta, Dilma afirmou - no mesmo tom em que conduzia o evento - que possuía os cálculos levantados pelo prefeito de Fortaleza.
Dilma propõe 'cinco pactos em favor do Brasil' e corrupção pode ser tornar crime hediondo
Em resposta às manifestações populares que tomam conta das ruas do País, a presidente Dilma Rousseff propôs ontem "cinco pactos em favor do Brasil" a governadores e prefeitos. As medidas são nas áreas social, econômica e política.
Na fala inicial durante a reunião, a presidente disse que é preciso unir forças para o combate e controle à inflação, uma das questões vêm diminuindo a aprovação de seu governo.
Segundo Dilma, a alta da inflação ainda é reflexo da crise financeira internacional. "A responsabilidade fiscal para garantir estabilidade da economia e garantir o controle da inflação. Essa é uma dimensão importante no momento atual quando a crise castiga com volatilidade todas as nações", disse.
Em seguida, a presidente propôs um plebiscito sobre a realização de uma constituinte para uma ampla reforma política que "amplie a participação popular e os horizontes da cidadania".
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Ceará, Cid Gomes, foram os autores da ideia de convocar o plebiscito. No fim de semana, Dilma passou em reuniões com ministros e voltou a telefonar para governadores confirmando que faria a proposta.
Dilma defendeu ainda que a corrupção seja transformada em crime hediondo e a ampliação da Lei de Acesso a Informação. "Queremos dar prioridade ao combate à corrupção de forma mais contundente. Nesse sentido, precisamos de uma nova legislação que classifique a corrupção dolosa como crime hediondo", disse a petista.
Mesmo com a resistência da categoria, a presidente anunciou como um compromisso para melhorar a saúde a importação de médicos estrangeiros para integrar o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a presidente, as vagas serão oferecidas com prioridade para médicos brasileiros. As que não forem preenchidas ficarão para os estrangeiros.
"Sei que vamos enfrentar um debate democrático. Gostaria de dizer à classe médica que não trata de medida hostil ou desrespeitosa, mas temos dificuldades de encontrar médico para trabalhar nas áreas mais remotas".
O governo vai ampliar o número de vagas para formação de médicos e também o número de residência. Serão mais de 11 mil vagas de graduação.
Para o setor de transportes, ela anunciou R$ 50 bilhões para investimentos em obras de mobilidade urbana. Dilma cobrou maior transparência na fixação dos preços das tarifas. "O nosso pacto precisa assegurar também uma participação da sociedade e maior transparência no cálculo das tarifas".
Na fala inicial durante a reunião, a presidente disse que é preciso unir forças para o combate e controle à inflação, uma das questões vêm diminuindo a aprovação de seu governo.
Segundo Dilma, a alta da inflação ainda é reflexo da crise financeira internacional. "A responsabilidade fiscal para garantir estabilidade da economia e garantir o controle da inflação. Essa é uma dimensão importante no momento atual quando a crise castiga com volatilidade todas as nações", disse.
Em seguida, a presidente propôs um plebiscito sobre a realização de uma constituinte para uma ampla reforma política que "amplie a participação popular e os horizontes da cidadania".
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Ceará, Cid Gomes, foram os autores da ideia de convocar o plebiscito. No fim de semana, Dilma passou em reuniões com ministros e voltou a telefonar para governadores confirmando que faria a proposta.
Dilma defendeu ainda que a corrupção seja transformada em crime hediondo e a ampliação da Lei de Acesso a Informação. "Queremos dar prioridade ao combate à corrupção de forma mais contundente. Nesse sentido, precisamos de uma nova legislação que classifique a corrupção dolosa como crime hediondo", disse a petista.
Mesmo com a resistência da categoria, a presidente anunciou como um compromisso para melhorar a saúde a importação de médicos estrangeiros para integrar o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a presidente, as vagas serão oferecidas com prioridade para médicos brasileiros. As que não forem preenchidas ficarão para os estrangeiros.
"Sei que vamos enfrentar um debate democrático. Gostaria de dizer à classe médica que não trata de medida hostil ou desrespeitosa, mas temos dificuldades de encontrar médico para trabalhar nas áreas mais remotas".
O governo vai ampliar o número de vagas para formação de médicos e também o número de residência. Serão mais de 11 mil vagas de graduação.
Para o setor de transportes, ela anunciou R$ 50 bilhões para investimentos em obras de mobilidade urbana. Dilma cobrou maior transparência na fixação dos preços das tarifas. "O nosso pacto precisa assegurar também uma participação da sociedade e maior transparência no cálculo das tarifas".
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